O primeiro
a entrar
em campo.
Jogou 22 anos como futebolista profissional e leva 23 na mediação imobiliária. Ricardo Jorge foi o primeiro consultor do Grupo KW Alfa, quando a marca ainda era desconhecida na Madeira e começar significava começar do zero.
Às 06:15, Ricardo Jorge já está de pé. Cinco vezes por semana, o dia começa no ginásio, antes da primeira chamada de trabalho. Aos quase 62 anos, esta disciplina não é um método de produtividade. É o que ficou de outra vida.
Durante 22 anos, dos 17 aos 39, essa vida foi o futebol profissional.
Vinte e dois anos em campo
Jogou na 1.ª Divisão, ajudou o União da Madeira a subir, foi campeão nacional da 2.ª Divisão, vestiu a camisola do Gil Vicente em 1990 e jogou pela Seleção da Madeira contra a Seleção de Cabo Verde. Ocupou quase todas as posições do campo, com uma exceção: nunca foi guarda-redes. Nos últimos 12 anos da carreira fixou-se como defesa-central de marcação.
Foi capitão em metade das equipas por onde passou. E ser capitão, para ele, significava dar o exemplo dentro e fora do campo: alimentação cuidada, descanso levado a sério, profissionalismo a 100%. A primeira cerveja só chegou aos 34 anos.
Madeirense de gema, é coisa que diz com orgulho inteiro.
Duro, mas leal.
A reputação que o acompanhou do relvado para o imobiliário
A segunda carreira começou sem intervalo
A semente foi lançada em 2000, por um treinador que lhe despertou o interesse pelo setor imobiliário. Em maio de 2003, Ricardo terminou a carreira de futebolista. A 2 de julho do mesmo ano, estava a começar na mediação imobiliária.
A transição foi mais fácil do que se poderia esperar, e a explicação está no nome que já tinha feito. No futebol, sabia-se que o Ricardo era duro, mas leal. Sempre na bola, como se diz na gíria. Quem se sentava à mesa com ele já sabia com quem estava a lidar.
Um almoço em outubro
Anos mais tarde, Ricardo era promotor externo do Banco BPI e trazia muitos clientes. Jogava também umas peladinhas de futebol com o Dionísio.
Em outubro de 2017, o Dionísio convidou-o para almoçar. À mesa, a proposta: abrir a KW na Madeira. A marca era desconhecida na região e o projeto começava do zero. Foi o único que arriscou dar esse passo com o Dionísio e o Lino.
Não foi uma decisão leve. Ricardo era o consultor número um da agência onde estava. Aceitar significava deixar essa posição e entrar num projeto sem ter quotas da empresa. O que pesou foi a confiança, na visão do Dionísio e na pessoa que ele era. Recorda esse momento como o mais difícil do percurso. Foi também o início do que é hoje o Grupo KW Alfa.
Duas carreiras, uma linha
- 17 anosInício no futebol profissional
- 1990Joga no Gil Vicente
- Maio 2003Termina a carreira de futebolista
- 2 jul. 2003Começa na mediação imobiliária
- Out. 2017Primeiro consultor da KW na Madeira
Uma profissão de gladiadores
Ao fim de 23 anos no setor, Ricardo tem uma definição curta para o que faz: é uma atividade de gladiadores. Arrisca-se todos os dias, sem garantias fixas.
A ordem das prioridades, essa, não mudou.
Deus, família e só depois o negócio.
Ricardo Jorge
Por isso, quando fala do que mais o orgulha na KW, não começa pelos números. Começa pelas pessoas que ajudou a mudar de vida: afilhados e consultores que faturavam entre 8.000 e 9.000 euros por ano e que passaram a faturar 100.000.
Os resultados acompanham essa forma de estar. Ricardo é capper há dez anos consecutivos, de 2017 a 2026, e é um dos consultores com mais growth share dentro da KW Portugal, um indicador ligado diretamente às pessoas que trouxe para a organização.
É também Embaixador de Cultura da KW Portugal, um cargo vitalício que reconhece o serviço e a entrega à comunidade KW.
Com os clientes, a lógica é a mesma. As pessoas primeiro, o dinheiro depois.
Fora do escritório
Quando não está a trabalhar, encontra-se no ginásio, na praia ou a acompanhar os treinos do filho mais novo, que tem 8 anos e também joga futebol.
É casado e pai de quatro filhos: uma advogada de 36 anos, um engenheiro mecânico de 30, um cadete de 26 na escola de oficiais da polícia e o mais novo. Voltar a ser pai aos 53 anos deu-lhe uma nova fonte de energia e de propósito. O que lhe recarrega as baterias cabe numa frase: o sol, o ginásio e o amor da família.
No final de 2025 comprou casa no Porto Santo, a 400 metros do mar em linha reta. É para lá que vai com frequência, para a praia e para descansar.
O futebol nunca saiu de cena. Joga nos veteranos, no escalão acima dos 45 anos, onde é bicampeão nas duas últimas épocas, e já representou Portugal em torneios na China e em Cabo Verde. É diretor da Associação de Futebol da Madeira e dinamizador do futebol de veteranos. Se não fosse consultor imobiliário, seria treinador de futebol.
Pedimos-lhe uma palavra para se definir. Escolheu integridade. É a mesma palavra que atravessa a história toda, do capitão que dava o exemplo em campo ao consultor que pôs as pessoas à frente dos números.



